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terça-feira, 1 de setembro de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
Celebrações de Junho
domingo, 3 de maio de 2015
As Maias.. num outro Maio
Em tempos idos era costume celebrar-se no 1º de Maio a Festa das Maias.
As Maias estavam associadas aos ritos pagãos e à celebração da fertilidade, já que a terra, mostrava-se agora em todo o seu esplendor de fertilidade. Em Portugal, era costume enfeitarem-se as portas com giestas amarelas, em coroas ou ramos, representando as flores do mês de Maio.
Mais para o norte da Europa, celebra-se o Mayday, construía-se um maypole, e faziam-se danças de roda em torno de um tronco enfeitado de fitas coloridas e flores.
Em tempos ainda mais remotos, lá para os lados dos celtas, celebrava-se Beltane, em danças entusiásticas que reproduziam na dança, a fertilidade que rompia da terra.
E como aqui para estes lados, os campos abundam de giestas amarelas e brancas, planeei com todo o cuidado, uma visita ao bosque: entraríamos por entre os tufos de erva comprida, colhíamos as flores, guardaríamos numa cesta, poderíamos brincar aos castelos atrás dos grandes blocos de granito. Depois da sesta, em casa, iríamos entrelaçar as flores em coroas de flores, faríamos ramos e enfeitaríamos a porta de casa, as nossas cabeças, o carro, a rua, enfim, até as flores terminarem.
E depois, choveu.
E choveu.
E o meu plano escorreu com a chuva, e durante uns bons momentos custou-me a aceitar que já não íamos fazer o que tinha pensado. Às vezes custa libertar-nos das nossas ideias, largar o planeado, aceitar o inesperado.
No dia anterior estava a ler uma entrevista ao Sr. Malaguzzi — o percursor da abordagem pedagógica reggio emilia — que dizia assim, "à medida que optamos por trabalhar com crianças, podemos dizer que elas são os melhores avaliadores e os juízes mais sensíveis dos valores e da utilidade da criatividade. Isso ocorre porque elas possuem o privilégio de não estarem excessivamente vinculadas às suas próprias ideias, que constroem e reinventam continuamente. Elas estão aptas a explorar, fazer descobertas, mudar os seus pontos de vista e apaixonar-se por formas e significados que se transformam."
Por outras palavras, as crianças criam, mas não estão presas ao que criam, têm ideias, mas não estão comprometidas com as suas ideias. Nós adultos, estamos. E quem trabalha ou convive de forma contínua com crianças, sabe que qualquer coisa que seja feita com e para as crianças nunca é um bloco estático, é algo fluído e em transformação.
Por isso querida mamã, está a chover, e vamos ficar em casa. E sim, provavelmente vamos fazer birras, quase de certeza que vamos precisar muito da tua atenção e disponibilidade, e garantidamente, vamos reinventar a nossa sala. E talvez a cozinha também. Ah, e já agora, o chão da sala vai ganhar uma nova coloração.
E sim, a liberdade aprende-se, a par dos seus limites. E ser criança é experimentar e correr e sujar e querer e aprender e tantas outras coisas. E ser mãe é aprender a aceitar (entre outras coisas..).
amor,
Maria
As Maias estavam associadas aos ritos pagãos e à celebração da fertilidade, já que a terra, mostrava-se agora em todo o seu esplendor de fertilidade. Em Portugal, era costume enfeitarem-se as portas com giestas amarelas, em coroas ou ramos, representando as flores do mês de Maio.
Mais para o norte da Europa, celebra-se o Mayday, construía-se um maypole, e faziam-se danças de roda em torno de um tronco enfeitado de fitas coloridas e flores.
Em tempos ainda mais remotos, lá para os lados dos celtas, celebrava-se Beltane, em danças entusiásticas que reproduziam na dança, a fertilidade que rompia da terra.
E como aqui para estes lados, os campos abundam de giestas amarelas e brancas, planeei com todo o cuidado, uma visita ao bosque: entraríamos por entre os tufos de erva comprida, colhíamos as flores, guardaríamos numa cesta, poderíamos brincar aos castelos atrás dos grandes blocos de granito. Depois da sesta, em casa, iríamos entrelaçar as flores em coroas de flores, faríamos ramos e enfeitaríamos a porta de casa, as nossas cabeças, o carro, a rua, enfim, até as flores terminarem.
E depois, choveu.
E choveu.
E o meu plano escorreu com a chuva, e durante uns bons momentos custou-me a aceitar que já não íamos fazer o que tinha pensado. Às vezes custa libertar-nos das nossas ideias, largar o planeado, aceitar o inesperado.
No dia anterior estava a ler uma entrevista ao Sr. Malaguzzi — o percursor da abordagem pedagógica reggio emilia — que dizia assim, "à medida que optamos por trabalhar com crianças, podemos dizer que elas são os melhores avaliadores e os juízes mais sensíveis dos valores e da utilidade da criatividade. Isso ocorre porque elas possuem o privilégio de não estarem excessivamente vinculadas às suas próprias ideias, que constroem e reinventam continuamente. Elas estão aptas a explorar, fazer descobertas, mudar os seus pontos de vista e apaixonar-se por formas e significados que se transformam."
Por outras palavras, as crianças criam, mas não estão presas ao que criam, têm ideias, mas não estão comprometidas com as suas ideias. Nós adultos, estamos. E quem trabalha ou convive de forma contínua com crianças, sabe que qualquer coisa que seja feita com e para as crianças nunca é um bloco estático, é algo fluído e em transformação.
Por isso querida mamã, está a chover, e vamos ficar em casa. E sim, provavelmente vamos fazer birras, quase de certeza que vamos precisar muito da tua atenção e disponibilidade, e garantidamente, vamos reinventar a nossa sala. E talvez a cozinha também. Ah, e já agora, o chão da sala vai ganhar uma nova coloração.
E sim, a liberdade aprende-se, a par dos seus limites. E ser criança é experimentar e correr e sujar e querer e aprender e tantas outras coisas. E ser mãe é aprender a aceitar (entre outras coisas..).
amor,
Maria
quarta-feira, 29 de abril de 2015
A Fada do Dente chegou!
"Mamã o meu dente está a abanar!" "Já??". Existem momentos que são marcos na vida deles, e na nossa, enquanto mães. Este é um deles.
Antigamente, segundo as minhas avós e outras tantas senhoras da mesma geração, os bebés nasciam com os olhos fechados e durante várias semanas, assim permaneciam. A troca dos dentes ocorria por volta dos 6, 7 anos. Mas as nossas crianças, as deste tempo, recebem estímulos diferentes, não recebem? A alimentação é diferente, tudo relacionado com a primeiríssima infância também é muito diferente, mesmo o período de gestação é diferente, os sons são diferentes. Talvez esteja relacionado com a diversidade e quantidade de estímulos a que são sujeitos, talvez (quase de certeza) existam muitas outras razões que vivem além do olhar comum, mas é verdade que estas crianças, acordam mais cedo. Emancipam-se, expõem-em-se, crescem e pensam, mais cedo.
Para a pedagogia Waldorf, a troca dos dentes é um marco muito importante no crescimento do indivíduo. Existe uma relação óbvia entre a idade de entrada para a escola, momento de aprendizagem académica, e a idade em que ocorre a troca dos dentes. "Este é o primeiro sinal de que a criança está pronta para a escola, uma vez que agora dispõe das faculdades que irá precisar para o pensamento e a memória intelectuais" (Dr. Raoul Goldberg, Awakening to child health). Depois de nascer, a criança molda e transforma o seu corpo herdado, substituindo as células originais, por "um corpo a que pode chamar seu, que é o adequado para a sua posterior viagem de vida" (Dr. Raoul Goldberg). Assim, o primeiro dente de leite simboliza a concretização desta transformação, e na pedagogia Waldorf, é visto como um novo nascimento. Nasce o corpo etérico, libertando finalmente, as forças de vida formativas para se ocuparem de atividades relacionadas com memória, pensamento intelectual, raciocínio mental.
Curioso que o segundo nascimento do Gabriel tenha sido no dia de anos do irmão. Brotherhood. E envolveu coragem, o dente estava mesmo na queda final, já com sangue à mistura, o tio Valter ofereceu a sua larga experiência nesta área (a de arrancar dentes), e apesar de inicialmente relutante, o Gabriel confiou e entregou-se. E o dente saltou. E tivemos uma outra celebração.
A felicidade dele era tão grande, como se algo de espetacular e mágico lhe tivesse acontecido! E aconteceu. O dente foi religiosamente guardado debaixo da almofada, o Gabriel insistiu em deixar uma bolachinha de chocolate para o caso da Fada do Dente estar com fome pela viagem (e estava!), e felizmente a Fada do Dente tinha um livro novo guardado para um momento oportuno (Praise the Lord!).
E assim, acordei de manhã, com uma descrição completa de como a Fada do Dente tinha chegado e o momento de convívio entre eles, conversaram claro, o Gabriel ainda a ajudou a encontrar o dente.
O meu coração derrete-se com estes momentos..
A felicidade dele era tão grande, como se algo de espetacular e mágico lhe tivesse acontecido! E aconteceu. O dente foi religiosamente guardado debaixo da almofada, o Gabriel insistiu em deixar uma bolachinha de chocolate para o caso da Fada do Dente estar com fome pela viagem (e estava!), e felizmente a Fada do Dente tinha um livro novo guardado para um momento oportuno (Praise the Lord!).
E assim, acordei de manhã, com uma descrição completa de como a Fada do Dente tinha chegado e o momento de convívio entre eles, conversaram claro, o Gabriel ainda a ajudou a encontrar o dente.
O meu coração derrete-se com estes momentos..
Paz,
Maria
segunda-feira, 27 de abril de 2015
2 anos
O Gui fez dois anos!
Recebemos visitas, passeámos à chuva, e tivemos um inédito: sofá no chão e sessão de desenhos animados e pipocas. Nunca antes.. ! Passámos o fim-de-semana a cozinhar, a comer e a dormir.. Que descanso! E como é bom ter amigos! Reparei que quando estamos com amigos, com pessoas de que gostamos, o frio não entranha.
Os miúdos estavam tão felizes!! Obrigada Tânia e Valter! Adorámos!
Happy day,
Maria
terça-feira, 14 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
Celebrando a Páscoa: pintar os ovos
Acho que já ficou estabelecida esta tradição familiar de pintarmos os ovos na Páscoa, a ponto de o Gabriel me perguntar com um mês de antecedência quanto tempo falta. Começamos a guardar os ovos com umas duas semanas antes, e este ano decidi introduzir uma técnica nova: tingir os ovos com tintas naturais.
Começámos com uma semana de antecedência a preparar as tintas e a deixá-los de molho durante a noite, e fizemos uma cor em cada dia. Contudo, apesar do fascínio que sinto pelo processo de tingir com tintas naturais, feitas a partir de frutos, raízes, flores e pedras, confesso que me custa um bocadinho (pronto, um bocado grande..!) deitar taças cheias de morangos, framboesas, mirtilos, etc, etc para a panela, e vê-los a mirrar defronte dos meus olhos. E assim, como fui forreta com relação aos frutos, o cor-de-rosa e o violeta quase nem se notaram. Por outro lado, o azul, feito a partir de couve-roxa, saiu azul de verdade. Sem dúvida que vou fazer mais experiências do género aqui em casa, mas vou ter que eliminar as cores que advém dos frutos vermelhos.
Depois de tingidos, montámos atelier cá fora, e passamos a tarde a pintar os ovos. Atenção, quando digo pintar ovos, digo pintar sem qualquer pretensão artística, digo pintar como podia dizer esfregar, lamber, mergulhar, etc. E alerto já que, quando se faz uma atividade de pintura com menores de 2, o ideal é conseguirmos-nos desapegar de todos os materiais que dispomos na mesa: tintas, copos, pincéis, água, papel, etc. Ou seja, o importante não é que surja algo bonito, mas que eles se entreguem à tarefa, que eles explorem e se divirtam.
Aqui seguem umas direções com informação muito útil sobre como tingir com tintas naturais: Pioneer Thinking, Dirty Gourmet, Rosalind Creasy.
Como tingimos os nossos ovos:
1. Fazer um furo em cada extremidade do ovo, e soprar até a gema e a clara saírem. Passar o ovo por água e deixar secar. Juntar quantos ovos queremos tingir. — Durante as duas ou três semanas anteriores.
2. Cortar os vegetais, pô-los dentro de uma panela, cobrir com água, (no caso do açafrão, nós usámos meia embalagem daquelas de compra de vidro) e levá-los a ferver em lume brando durante cerca de 30 minutos. Juntar 2 ou 3 colheres de vinagre.
3. Transferir o preparado para uma taça, juntar os ovos que queremos tingir daquela cor, e deixá-los em repouso durante a noite. Assim as cores ficam mais vibrantes. — Como o Gabriel estava muuuito ansioso para pintar os ovos, eu senti que era boa ideia fazer uma cor em cada dia da Semana Santa até à Sexta-feira Santa. Assim, na 3ª feira depois da escola, preparámos a tinta amarela, na 4ª a rosa, na 5ª a roxa... e assim por diante. Na sexta tínhamos todos os ovos tingidos.
Cores que fizemos:
— amarelo, com açafrão (3ª)
— azul, com couve roxa (3ª)
— verde, com amarelo+azul (4ª)
— rosa, com morangos (4ª)
— violeta, com azul+rosa (5ª)
— laranja, com amarelo+rosa (5ª)
4. Inserir um pau de espetada nos orifícios, e no orifício de baixo enrolar um pouco de bostik, no caso de o ovo escorregar. Assim as pinturas podem ser feitas e secarem sem se estragarem.
3. Transferir o preparado para uma taça, juntar os ovos que queremos tingir daquela cor, e deixá-los em repouso durante a noite. Assim as cores ficam mais vibrantes. — Como o Gabriel estava muuuito ansioso para pintar os ovos, eu senti que era boa ideia fazer uma cor em cada dia da Semana Santa até à Sexta-feira Santa. Assim, na 3ª feira depois da escola, preparámos a tinta amarela, na 4ª a rosa, na 5ª a roxa... e assim por diante. Na sexta tínhamos todos os ovos tingidos.
Cores que fizemos:
— amarelo, com açafrão (3ª)
— azul, com couve roxa (3ª)
— verde, com amarelo+azul (4ª)
— rosa, com morangos (4ª)
— violeta, com azul+rosa (5ª)
— laranja, com amarelo+rosa (5ª)
4. Inserir um pau de espetada nos orifícios, e no orifício de baixo enrolar um pouco de bostik, no caso de o ovo escorregar. Assim as pinturas podem ser feitas e secarem sem se estragarem.
5. Decorámos os ovos com pincel e guache.
Have fun,
Maria
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Celebrando a Páscoa: Domingo de Ramos
"No festival requires so much power of thought in its celebration as Easter."
Evelyn Capel, The Christian Year
De certeza que a nossa vizinha de 80 anos acharia o nosso ramo um pouco pagão, para além de não estar benzido.. Mas foi feito com dedicação e em família.
beijo,
Maria
quarta-feira, 25 de março de 2015
Equinócio da Primavera
Apesar dos meus planos megalómanos para este fim-de-semana, lá em cima não me ligaram nenhuma, e este fim-de-semana vivemos um winter revival. Durante momentos, até nevou!
No primeiro dia plantámos bolbos e sementes em vasos, eles ajudaram em tudo, pôr a terra, abrir espaços para os bolbos, regar, cortar as etiquetas, etc. Foi um bom início de Primavera..
E depois veio a chuva, e ficámos sitiados em casa (nop, ninguém se aborreceu!). Mesmo no domingo ao fim do dia, o sol rasgou lá em cima, e nós não perdemos a oportunidade, equipámo-nos de casacos, balde e rede, e lá fomos para a ribeira à pesca de girinos. É mesmo tão revigorante ver o espetáculo da vida em primeira fila, flores a brotar, pintainhos a nascer, girinos..
O Gabriel avisou-me "Mamã, quando eu estiver na escola, os girinos não vão para outro lado, pois não?". Bolas! Como é que ele adivinhou? Bom, talvez para a semana, quando ele se tiver esquecido de olhar para o frasco-aquário 3 a 4 vezes por dia, eles possam ser restaurados à ribeira. Discretamente, claro.
luz, cores e alegria,
Maria
domingo, 22 de março de 2015
Prendas aos Pais
A prenda do dia do pai que nos entreteu durante a manhã. Inspirados aqui, fizemos uns pequenos sabonetes de corda, envolvidos em feltro.
Já seguiram pelo correio..
Beijo grande, aos pais e avós também,
Maria
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